sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Jornada Acabou - o Sonho não

Malas prontas, estou voltando para o Brasil após 31 dias de muita correria em busca da realização de um sonho de infância.
No saldo, mais do que positivo, tenho a dizer que foi uma experiência muito rica, aprendi muito mais sobre literatura inglesa nessa viagem do que em um mestrado ou algo semelhante, além de ter sido a melhor viagem que já fiz, e não foram poucas.
A comparação que faço para com o Brasil é apenas no sentido que o Brasil poderia seguir um caminho parecido, tem uma história muito rica, mas para que esta se perpetue é preciso a valorização do seu próprio povo,  o que acontece demais aqui na Grã-Bretanha, cada cidadão é um multiplicador de sua própria história.

Foi muito emocionante ver de perto pinturas e esculturas que só existiam nos meus livros da escola, pisar na faixa de pedestres de Abbey Road, sentir toda a magia de Stonehenge, estar perto de Shakespeare, enfim, tudo foi inesquecível.

Quem se sente tocado por esses valores, aconselho demais a vir também sentir tudo isso de perto, é uma terra maravilhosa para se visitar, achei o povo muito acolhedor e simpático. Morar não deve ser tão bom, pois não tem nem comparação com a vida de turista. Pretendo voltar mais vezes e conhecer outros lugares também.

Aproveito a reflexão dessa jornada para agradecer a três pessoas que foram muito importantes na minha formação e resignação para tudo isso: meu pai - que me mostrou os Beatles; minha mãe - que me colocou em um curso de inglês, numa época em que isso nem era tão comum ou fácil no Cariri; e minha esposa - que me ensinou a apertar o acelerador para viajar.

Espero ter, no mínimo, atiçado a curiosidade dos leitores e que outros também realizem os seus sonhos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Charles Darwin



Charles Darwin é mais conhecido na biologia, mas foi um escritor britânico também, e fez um grande rebuliço no mundo religioso com a sua teoria da evolução.

Esta estátua dele está no Museu de História Natural em Londres, um museu muito legal, muito interativo, levamos dois dias para ver digamos 80% dele.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Stratford-Upon-Avon - a terra de Shakespeare

Que cidadezinha minúscula, e tão bem organizada, linda demais, com banheiros públicos espalhados pelo centro, super limpos e grátis, inclusive com um aviso que se você encontrar alguma sujeira, contate a prefeitura.

Foi engraçado chegar 11:30h e perceber que a cidade só acorda meio dia.

A cidade tem muitos velhinhos, todos simpáticos, e um parque lindo, onde o canal Avon cruza a cidade.

E o mais importante, é a terra natal do maior escritor de todos os tempos, William Shakespeare - precisa falar mais nada, não é mesmo?

A cidade oferece tours pelos pontos turísticos do escritor, mas preferi fazer a meu modo, e fui na casa onde ele nasceu, no teatro e no túmulo, dá pra fazer tudo a pé admirando o visual. A cidade deve ter mais teatros que o Estado do Ceará.

Shakespeare nasceu e viveu até casar em Stratford, depois mudou-se para Londres, e voltou ao se aposentar, morrendo por lá - alguns dizem de alcoolismo, outros de cancer.
No túmulo de Shakespeare, nessa plaquinha preta está dizendo tipo "abençoado quem cuida deste túmulo, e amaldiçoado seja quem remover esses ossos" - foi por medo disso que seus restos mortais não foram levados para a Abadia de Westminster, onde há uma sala monumento para ele e outros escritores. Alguns também dizem que foi o próprio Shakespeare quem pediu para colocar isso no túmulo, outros dizem que foram pessoas da cidade mesmo, para que ele continuasse sepultado na Igreja da Santíssima Trindade, em Stratford.

Foi um dos pontos mais emocionantes da viagem, de Shakespeare não é preciso falar muito.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Stonehenge

Foi emocionante após cerca de 1h e meia de viagem, ver aparecer de repente todo imponente o círculo de pedras mais famoso do mundo, localizado na planície da cidade de Salisbury-Inglaterra.

Não se sabe ao certo porque ele foi construído e reconstruído por várias civilizações no decorrer de mais ou menos 5 mil anos, é um grande mistério, se ele era simplesmente um monumento em louvor de algum deus, um cemitério, um lugar de culto religioso ou medicinal, um calendário (funciona, ele prevê as estações do ano), um aeroporto para naves espaciais ou algo além da imaginação.

Stonehenge exerce um grande fascínio também na literatura e cinema, várias obras o citam ou o mostram, como é o caso do filme AS BRUMAS DE AVALON ou do livro de Thomas Hardy, Tess of the d'Urbervilles.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mistake´s Day

Foi como eu batizei o começo do dia hoje:

Acordamos as 6:30h para irmos para Stonehenge, como demos uma de brasileiros e não agendamos ou compramos antecipado, já estava lotado e ficou para segunda feira.

Sem Destino então, fomos tomar um café e pensar o que fazer (mas não falta), então fomos até St. Mary´s Church, a igreja onde foi filmado o filme CODIGO DA VINCI, estava fechada... tinha uma placa lá dizendo que ela não abre durante agosto e setembro (???).

Estava tudo tão estranho que fez até calor, o dia mais quente até então, cheguei até a suar na caminhada, mas nada comparado ao que acontece no Cariri.

Brincamos com a situação e Murphy foi "aperrear" outro, e aí então tudo começou a dar certo.

Teatro Globo

Um dos lugares que mais queria visitar era o Teatro Globo, pena que não deu para ver nenhuma peça. Mas há uma tour pelo teatro, com explicações e tudo o mais, pena que não pode tirar foto.

Globe Theatre ou The Globe é um teatro inglês construído em 1599 e destruído em 1613 por um incêndio, sendo reconstruído em 1614 e fechado em 1642.

 

O Globe original

O Globe original foi construído em 1599 por Peter Streete na época elisabetana, no borough de Southwark, numa área chamada Bankside, próxima ao rio Tâmisa, com as estruturas do primeiro teatro inglês – The Theatre -, erguido em 1576 pelo ator James Burbage e demolido em 1598 depois de ter sua licença cassada.
William Shakespeare tornou-se um de seus sócios, transformando-o em arena para as representações de peças como Hamlet e Rei Lear. Fechado em 1642, após a vitória dos puritanos liderados por Oliver Cromwell na Guerra Civil Inglesa (1642-1649), o teatro seria reconstruído e reinaugurado em 1996. A reconstituição das características originais do Globe foi possível graças a pesquisas arqueológicas que em 1989 descobriram suas fundações e as ruínas do Rose Theatre, construção da mesma época.

Em Busca do Assassino de Whitechapel

Jack, o Estripador (em inglês: Jack the Ripper) foi o pseudônimo dado a um assassino em série não-identificado que agiu no distrito de Whitechapel em Londres na segunda metade de 1888. O nome foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres por alguém que se dizia o criminoso.
Suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida como prostitutas. Duas delas tiveram a garganta cortada e o corpo mutilado. Teorias sugerem que, para não provocar barulho, as vítimas eram primeiro estranguladas, o que talvez explique a falta de sangue nos locais dos crimes. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou oficiais da época a acreditarem que o assassino possuía conhecimentos anatômicos ou cirúrgicos.[1]
Os jornais, cuja circulação crescia consideravelmente durante aquela época,[2] deram ampla cobertura ao caso, devido à natureza selvagem dos crimes e ao fracasso da polícia em efetuar a captura do criminoso — que tornou-se notório justamente por conseguir escapar impune.[3][4]
Devido ao mistério em torno do assassino nunca ter sido desvendado, as lendas envolvendo seus crimes tornaram-se um emaranhado complexo de pesquisas históricas genuínas, teorias conspiratórias e folclores duvidosos. Diversos autores, historiadores e detetives amadores apresentaram hipóteses acerca da identidade do assassino e de suas vítimas.

Fomos a Whitechapel em busca de conhecer melhor o local onde Jack fez sua fama, mas é muito difícil encontrar algo concreto sem assessoria e sobre um assunto tão polêmico quanto proibido aqui na Inglaterra.

Jack foi um personagem importante em mostrar as feridas existentes no grande país imperialista que se mostrava como um lugar apenas de prosperidade, foi Jack que mostrou ao mundo a existência de miséria e prostituição no país da Rainha Vitória, que acabara de inventar os costumes que fariam famosos o povo inglês: a pontualidade, a pomposidade, e também o surgimento na época dos primeiros tablóides sensasionalistas de fofoca.

Jack também foi importante no surgimento da polícia investigativa, pois foi o primeiro serial killer documentado na história.

Hoje o bairro ostenta uma Galeria de Arte Moderna, mas ainda é um bairro mal-visto, com muitos imigrantes morando, em particular pessoas de Bangladesh.

Não encontramos nada muito concreto sobre Jack - the ripper, mas encontramos essa vítima de outro Jack, o Jack Daniels.