terça-feira, 20 de dezembro de 2011

The Rime of the Ancient Mariner

The Rime of the Ancient Mariner (A Balada do Velho Marinheiro) é um poema escrito pelo poeta inglês Samuel Taylor Coleridge entre 17971799, publicado na primeira edição do seu Lyrical Ballads (1798). É considerado um dos poemas mais importantes de Coleridge, que marca o início da Literatura romântica na Inglaterra.

História

A obra relata eventos sobrenaturais vivenciados por um marinheiro durante uma longa viagem pelo mar. O marinheiro pára um homem a caminho de uma cerimônia de casamento e começa a relatar sua história. A reação do convidado da cerimônia transforma-se de impaciência à fascinação com o desenrolar da história contada pelo marinheiro.
O que ele conta começa com seu barco em sua jornada. Apesar de tudo ocorrer bem no início, o barco é desviado do seu caminho durante uma tempestade e, direcionando-se ao sul, alcança a Antártica. Um albatroz aparece e guia os tripulantes para fora da Antártica. Apesar da ajuda do pássaro e do carinho que a tripulação agora tinha por ele, o marinheiro atira e mata o animal. Os outros estão irados com o marinheiro, por acharem que o albatroz havia trazido os ventos que os levaram para fora da Antártica. Entretanto, mudaram sua opinião quanto o clima se tornou mais agradável e o nevoeiro se dissipou. O crime despertou a ira dos espíritos sobrenaturais, que então passaram a perseguir o barco "a partir da terra do nevoeiro e da neve". O vento que inicialmente os levou para fora da terra da neve agora os havia levado para águas calmas. Agora eles estavam há dias parados, sem vento, e o estoque de suprimentos estava acabando.
A tripulação muda de idéia novamente, e culpa o marinheiro por sua sede ("água por todos os lados, nem uma gota para beber"). O barco então encontra um barco fantasma pelo caminho. À bordo estão "A Morte" (um esqueleto) e "O Pesadelo da Vida na Morte" (uma mulher pálida tal como morta), ambos jogando dados apostando as almas da tripulação. Eventualmente "A Morte" ganha a vida da tripulação e "A Vida na Morte" ganha a vida do marinheiro, um prêmio que ela considera mais valioso. Seu nome é um indício do destino do marinheiro: uma vida pior que a morte como punição por ter matado o albatroz.
Um a um, toda a tripulação morre, restando apenas o marinheiro, que vê por sete dias e noites a maldição nos olhos dos cadáveres de sua tripulação. Enquanto o marinheiro reza, o albatroz cai de seu ombro. Eis que, possuídos por bons espíritos, os corpos da tripulação levantam-se e guiam o barco para casa novamente, por fim afundando em um redemoinho. O único que não afunda com o barco é o marinheiro, que é avistado por um eremita na terra. Este, com a ajuda de um homem e seu filho, vai ao encontro do marinheiro em um barco. A princípio eles pensam que o marinheiro está morto, mas quando este passa a ajudar a remar o barco, seu filho enlouquece com a situação dizendo que o demônio sabe remar.
Como pena por ter atirado no albatroz, o marinheiro é forçado a andar pelo mundo para contar sua história, e transmitir sua lição para quem encontrar pelo caminho.

Cultura popular

A banda Iron Maiden adaptou o poema para uma canção homônima, faixa de encerramento do álbum Powerslave, de 1984.

(fonte:wikipedia)

Qualquer semelhança desta história com o filme Piratas do Caribe, também não é mera coincidência

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Utopia existe

Em 1516, quando o Brasil tinha apenas 16 anos de idade, o filósofo Thomas More, inspirado em Platão, escreveu um livro crítico sobre os rumos que a Inglaterra estava tomando, que ecoa até hoje em qualquer plano políticos, a UTOPIA (que significa "Lugar que não existe".

Vários regimes políticos, dogmas partidários e conceitos sociais tentaram viver a Utopia, até hoje nada de concreto sobreviveu.

Mas eis que me deparei com esta cidade no interior da Dinamarca que parece ser o que mais aproximado da Utopia de More já existiu:

do site: http://gaivotanoazul.wordpress.com/2007/03/24/christiania-a-cidade-anarquista-na-dinamarca/


Christiania, a Cidade Anarquista na Dinamarca

A Lenda da Liberdade no coração gelado do capitalismo europeu:  na fria Copenhagen, Dinamarca, uma comunidade de dez mil pessoas vive num outro compasso.  Christiania não tem prefeito, não tem eleição e funciona sem governo, sem imposição de leis que controlem a organização social.  A lenda da cidade-livre da Dinamarca é real:  inspirada no Anarquismo, Christiania resiste há mais de 20 anos, inventando um jeito novo de conviver com os problemas da vida comunitária.
Christiania, a Cidade Anarquista na Dinamarca
Limpeza das ruas, rede de esgoto, manutenção dos serviços básicos, tudo é decidido e feito a partir de reuniões entre os moradores da cidade.  Eles se definem como uma comunidade ecologicamente orientada, com uma economia discreta e muita autogestão, sem hierarquia estabelecida e o máximo de liberdade e poder para o indivíduo.  Uma verdadeira democracia popular direta, onde o bom senso e o diálogo substituem as leis.  No Brasil, poucos conhecem a história da cidade-livre.  
Christiania começou a escrever sua história em 1971.  Foi a partir das idéias de um jornal alternativo, o Head Magazine, que um grupo de pessoas, de idades e classes sociais variadas, decidiu ocupar os barracos de uma área militar desativada na periferia de Copenhagen.  Era o início de uma luta incansável contra o Estado.  A polícia tentou várias vezes expulsar os invasores da área, mas sem sucesso.  Christiania virou um problema político, sendo discutida no parlamento dinamarquês.  
A primeira vitória veio com o reconhecimento da cidade-livre como um "experimento social", em troca do pagamento das contas de luz e água, até então a cargo dos militares, proprietários da área.  O Parlamento decidiu que o experimento Christiania continuaria até a conclusão de um concurso público destinado a encontrar usos para a área ocupada.  
Em 73 houve troca de governo na Dinamarca e a situação de radicalizou: o plano agora era expulsar todos e fechar o local.  O governo decretou que a área seria esvaziada até o dia 1º de abril de 1976.  Na última hora, o Parlamento decidiu adiar o fechamento de Christiania.  A população da cidade-livre tinha se mobilizado para o confronto com o Estado, mas a guerra não aconteceu.  O dia 1º de abril tornou-se o dia de uma grande manifestação da Dinamarca Alternativa.  
Ao longo dos anos, a cidade-livre aprimorou sua autogestão:  casa comunitária de banhos, creche e jardim de infância, coleta e reciclagem de lixo;  equipes de ferreiros para fazer aquecedores a lenha de barris velhos, lojas e fábricas comunitárias de bicicletas.  A década de 80 foi marcada pelas drogas.  Em 82, o governo começou uma campanha difamatória contra Christiania:  a cidade-livre era considerada o centro das drogas do Norte da Europa e a raiz de muitos males.   A comunidade teve então que organizar programas de recuperação de drogados e expulsar comerciantes de drogas pesadas, como a heroína.  O mercado de haxixe continua funcionando normalmente.  O governo dinamarquês nunca deixou Christiania em paz, vários planos foram elaborados visando a "normalização e legalização" da área.
Em janeiro de 92, finalmente um acordo foi assinado.  Christiania já tinha mais de vinte anos de independência e provara ao mundo que é possível viver em liberdade.  Mesmo com o acordo, o governo ainda tenta controlar a cidade-livre.  A resposta veio no ano passado, com o lançamento do Plano Verde, onde os moradores de Christiania expressam sua visão de futuro e que rumos tomar.  A lenda de Christiania continua sendo escrita.

Christiania II:  Uma Cidade sem Governo
Christiania tem provado ao mundo que é possível viver numa sociedade sem autoridade constituída, sem delegação de poder através de mandatos e eleições.  A cidade-livre da Dinamarca criou um experimento social definitivo contra a idéia dominante de que a humanidade se autodestruirá se não existir um controle sobre a liberdade individual.  Os habitantes de Christiania decidiram correr o risco de andar na contramão da história.  Para eles, o governo, seja lá qual for, e seus mecanismos de administração pública são sinônimos de burocracia, abuso de poder e corrupção.
Vivendo sem a necessidade de leis que controlem a organização social, cada morador da cidade livre tem que fazer sua parte enquanto cidadão e confiar que todos farão o mesmo.  É uma nova ética de convivência, baseada na honestidade e na solidariedade.  Em 23 anos de existência, a cidade-livre sempre esteve associada a rebelião contra a ordem estabelecida e experimentando novos meios de democracia e formas de autogestão da administração pública.  
Christiania se organiza em vários conselhos, onde todos os moradores têm direito a opinar e discutir os problemas comunitários.  As decisões não são feitas por votação, mas sim através do consenso.  Isso significa que não é a maioria que decide e sim que todos tem que estar de acordo com as decisões tomadas nas reuniões.  Às vezes, contam-se os votos somente para se ter uma idéia mais clara das opiniões, mas essas votações não tem nenhum significado deliberativo, não contam como uma solução para os problemas da comunidade.
Christiania é dividida em 12 áreas, cada uma administrada pelos seus moradores, para facilitar o funcionamento dos serviços básicos.  As decisões tomadas sempre por consenso podem parecer difíceis para nós, brasileiros acostumados ao poder da maioria sobre a minoria (pelo menos, é assim que se justificam os defensores das eleições).  Mas para os habitantes da cidade-livre, o consenso só é impossível quando existe autoritarismo, quando alguém tenta impor uma opinião sem dar abertura para que outras idéias apareçam e até prevaleçam como melhor solução.
A experiência tem ensinado aos moradores de Christiania que cada reunião deve discutir só um assunto, principalmente na Reunião Comum, que decide sobre os problemas mais importantes da comunidade.  E, contrariando o pessimismo dos que não conseguem imaginar uma vida sem governo institucional, a utopia está dando certo:  a vida comunitária de Christiania preserva a liberdade individual e constrói uma eficiente dinâmica de relacionamento social, livre do autoritarismo e da submissão.  A cidade-livre vive o anarquismo aqui e agora.  


AÇÃO DIRETA
Os moradores da Christiania fazem questão de ser uma pedra no sapato do capitalismo.  Eles não se contentam apenas em incomodar os valores tradicionais da sociedade européia com a vida alternativa que levam.  Christiania também desenvolve várias atividades com o objetivo de contestar o sistema capitalista e divulgar as idéias anarquistas.  Durante os primeiros anos, a cidade-livre se tornou conhecida por suas ações no teatro e na política.  E quem conseguiu maior sucesso nessa área foi o grupo Solvognen.
Uma de suas ações diretas mais famosas foi em 1973, quando a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma espécie de braço armado dos Estados Unidos na Europa, realizou um encontro de cúpula em Copenhagen.  Inspirados no programa de rádio "Guerra dos Mundos" de Orson Welles, que simulou uma invasão de marcianos colocando em pânico a população norte-americana na década de 40, centenas de pessoas, lideradas pelo grupo de teatro de Christiania, fizeram parecer que um exército da OTAN tinha ocupado a Rádio Dinamarca e outros pontos estratégicos da cidade.  A impressão que se tinha era que a Dinamarca estava ocupada por forças estrangeiras.  Durante várias horas, o país inteiro ficou em dúvida se a invasão era teatro ou realidade.  A ação foi uma dura crítica a intervenção dos Estados Unidos na vida dos países europeus.
O Solvognen também usou a criatividade para contestar o comércio da maior festa do cristianismo.  Em 1974, o grupo organizou o primeiro Natal dos Pobres da Dinamarca.  Milhares de presentes foram distribuídos por um batalhão de Papai Noéis.  Detalhe:  os presentes eram artigos roubados das lojas de Copenhagen.  Resultado:  foram todos presos, mas o escândalo ganhou as manchetes dos principais jornais da Europa, com fotos de dezenas de Papais Noéis sendo carregados pela polícia.  Até hoje o Natal dos Pobres continua sendo organizado como uma tradição e todo ano aproximadamente 2 mil pessoas recebem uma grande ceia em Christiania.   (fonte:  http://somaterapia.com.br/pa_textos_interna.jsp?not_cd=7

sábado, 19 de novembro de 2011

A verdade sobre Coração Valente

Ontem revi o filme do Mel Gibson sobre o maior herói da Escócia, William Wallace - Braveheart. Pude ver como é um bom filme, contando uma história real na forma de filme. Explicando: há coisas meio absurdas que não acontecem na vida real, podemos citar a história de amor infantil, a apressada cena de traição, o bom humor na hora das batalhas sangrentas e a caricatura de Rober the Bruce como Darth Vader e seu pai como o Imperador Palpatine (quem conhece star wars vai identificar).

Quando estive na Escócia, pude notar o quanto os escoceses detestam o filme, há vários livros auto-intitulados: a verdadeira história de William Wallace, e outros mostrando as falhas do filme.

O motorista do ônibus em uma tour que fiz, ao narrar a história de William Wallace fez questão de frisar que 1. Ele nunca se pintou; 2. Nunca houve aquela história de amor e 3. não entendi o que ele falou (estou na dúvida até hoje)

Neste site, encontrei fatos importantes da história de Coração Valente http://www.highlanderbr.com/site/index.php/escocia/2004/11/18/p318


William Wallace é certamente um herói para os escoceses, mas a maior parte dele parece ter nascida de lendas.
Ele nasceu em Elderlie, na Paróquia de Paisley. Seu pai era servo do Alto Administrador da Escócia, James Stewart. É possível que Wallace tenha recebido educação em Paisley Abbey, pois parece que sabia latim e francês. Ele tinha tios sacerdotes e é provável que eles o tenham ensinado. Casou-se com Marian Braidfoot por volta de 1297 na igreja de St. Kentingern, em Lanark.
Como foi retratado no filme Coração Valente, Marian (ou Murron) foi assassinada a mando do xerife inglês de Lanark, William de Hazelrig, em maio de 1297. Entretanto, parece que, na verdade, ela foi morta porque Wallace fez mais do que protegê-la de um ataque dos soldados ingleses, como foi mostrado no filme. Parece que ele já havia se revoltado contra os ingleses quando eles mataram Marian em represália.
Como foi retratado no filme Coração Valente, Marian (ou Murron) foi assassinada a mando do xerife inglês de Lanark, William de Hazelrig, em maio de 1297. Entretanto, parece que, na verdade, ela foi morta porque Wallace fez mais do que protegê-la de um ataque dos soldados ingleses, como foi mostrado no filme. Parece que ele já havia se revoltado contra os ingleses quando eles mataram Marian em represália.
[Mais:]
Ao mesmo tempo em que Wallace estava atacando Hazelrig, Andrew Murray estava liderando um ataque contra os ingleses nas Highlands. Houve também outras rebeliões por todo o país naquela ocasião. A inquietação era devida à imposição de regras estritas aos escoceses depois que John Balliol, que esteve no trono da Escócia por um breve período, renunciou ao reinado. Edward I tinha o controle da Escócia, pois ela não tinha rei, e ele queria ter certeza de que os escoceses não se libertassem das suas mãos. Sob tal opressão, não foi surpresa que os escoceses reagissem, muitos deles, por serem pobres, usando como armas os implementos agrícolas.
O imenso ato de rebelião de Wallace atraiu a atenção das pessoas comuns e também dos nobres escoceses, nenhum deles querendo se submeter aos grilhões de Edward I. Eles, inclusive James Stewart, Sir James Douglas e Robert the Bruce, aliados com Wallace e sob a tutela do Bispo de Glascow, Robert Wishart, prepararam-se para se libertar dos grilhões dos ingleses.
Wallace e Murray ficaram chocados quando os nobres, que eram seus aliados, se renderam aos ingleses em nove de julho de 1297, em Irvine. Em resposta, os dois homens começaram a assumir o controle das forças rebeldes, que haviam se espalhado pelo país. Em agosto eles haviam consolidado os rebeldes em um só exército em Stirling.
Em 11 de setembro de 1297 as forças inglesas foram reunidas ao redor do Castelo de Stirling, ao passo que os escoceses estavam no lado oposto do rio Forth.
Tudo o que os separava era uma ponte sobre o Forth. Por serem mal comandados pelos seus líderes, os ingleses caíram em uma armadilha ao cruzarem a ponte e foram massacrados pelos escoceses. Foi uma vitória incrível para Wallace e Murray.
Infelizmente, Murray foi mortalmente ferido durante a batalha e morreu pouco tempo depois. Wallace assumiu o controle dos rebeldes, mas é sabido que ele perdeu um companheiro insubstituível em Murray. Ainda assim, Wallace liderou seus homens em um ataque mortal a County Durham, Inglaterra, em outubro. Em novembro ele e seus homens retornaram para a Escócia para esperar o inverno rigoroso. Durante esse tempo, ele reconsolidou suas forças.
Em março de 1298, Wallace foi feito cavaleiro, possivelmente pelo próprio Robert the Bruce, em Tor Wood e foi designado como Guardião da Escócia. O fato de um homem de seu meio ser designado para uma posição tão potencialmente poderosa, indicou o quanto ele era reverenciado pelos nobres, por seu papel em tentar libertar a Escócia, e como a liberdade era desejada pelos nobre escoceses.
Não existem provas de que Wallace tenha jamais usado mal o poder que lhe foi dado pelos nobres. Em vez disso, ele o usou com o melhor de suas habilidades para reunir os cidadãos e os nobres ao seu redor para lutar contra os ingleses. Isto é para seu crédito, pois muitos nobres poderiam não ter sido tão nobres na mesma posição. Wallace permaneceu firme e não desistiu do seu objetivo de liberdade para a Escócia.
Edward I e seus homens finalmente se dirigiram para a Escócia, em julho de 1298. Uma das táticas de Wallace era remover todos os animais e pessoas do caminho que os ingleses tomariam através da Escócia para encontrá-lo. Isso garantiria que os ingleses não encontrariam provisões nem informações ao viajarem para o norte.
Uma outra tática de Wallace era treinar seus homens para usar shiltrons - grupos de homens armados com lanças virados para todas as direções, formando uma defesa como a de um porco-espinho ou ouriço. No Braveheart, não foram usados shiltrons verdadeiros, mas foram substituídos por lanças longas usadas para defesa contra a cavalaria pesada inglesa. No entanto, os shiltrons haviam provado ser muito bem sucedidos em batalhas passadas. Portanto, Wallace e seus homens aguardaram os ingleses.
Infelizmente, o exército inglês era muito maior que o escocês e, a despeito dos melhores esforços de Wallace, os ingleses dizimaram os escoceses em Falkirk. O próprio Wallace mal escapou do campo com vida. Alguns historiadores acreditam que Robert the Bruce esteve envolvido no resgate de Wallace do campo de batalha, como foi mostrado no filme, mas outros colocam Bruce em Ayrshire, onde ele atacou o Castelo de Ayr, que estava sob ocupação inglesa.
Depois da horrível perda escocesa em Falkirk, Wallace renunciou como Guardião, embora não se saiba se ele o fez de vontade própria ou não. Robert the Bruce e seu primo John Comyn, the Red, foram indicados para substituí-lo naquela posição. Muito pouco se sabe sobre as atividades de Wallace depois da renúncia, até a sua captura e execução em 1304. Como foi retratado em Coração Valente, Wallace provavelmente liderou diversos ataques ao norte da Inglaterra. No entanto, o que não foi incluído no filme foi a possibilidade de Wallace ter ido para o continente para procurar ajuda de escandinavos, franceses e até do Papa. Uma carta de Philip IV foi enviada para Roma pedindo que Wallace recebesse a ajuda que fosse possível. Com base na data da carta, provavelmente Wallace estava em Roma em 1300.
Os ataques à Inglaterra continuaram em 1303, a maioria deles executados no estilo de Wallace, embora não saibamos se ele era realmente um membro desses grupos atacantes. No entanto, essas incursões adicionais à Inglaterra serviram somente para enraivecer ainda mais Edward I, de maneira que ele concentrou seus esforços em encontrar Wallace. Com a ajuda dos muitos escoceses que o acreditavam herói, Wallace conseguiu iludir Edward, pelo menos por algum tempo. Mas Edward submeteu os nobres escoceses à submissão com tanta força que os dias de Wallace estavam contados.
Embora nada seja sabido a respeito da verdadeira captura de Wallace perto de Glasgow, a não ser pelo fato de que ela foi realizada pelo escocês John Mentieth (ou, como dizem algumas fontes, pelo servo de Mentieth), sabemos que Wallace foi levado para Londres imediatamente, como é mostrado no filme, e chegou lá em 22 de agosto. Ele foi levado pelas ruas de Fenchurch na manhã seguinte, onde as multidões, da mesma forma que no filme, zombaram dele e lhe atiraram comida e pão podres. Os ingleses foram levados a acreditar que Wallace era um impiedoso fora-da-lei que havia morto ingleses inocentes e que deveria ser punido.
No Westminster Hall, Wallace foi obrigado a ficar em uma plataforma e usar o que alguns acreditavam que era uma coroa de espinhos. Ele ficou diante de uma magistratura designada por Edward. Curiosamente, uma das principais acusações contra ele era o assassinato do Xerife de Lanark, Hazelrig, oito anos antes. Outra acusação era, naturalmente, traição. As acusações eram lidas e a sentença pronunciada, como era costume do dia, pois os marginais, estando fora da lei, não tinham direitos. Wallace não teve oportunidade de falar em sua própria defesa.
A sentença foi executada imediatamente: Wallace foi amarrado com couro e arrastado por diversos quilômetros até Smithfield. Depois, como é mostrado no filme, foi enforcado até ficar quase inconsciente e então amarrado a uma mesa, estripado e suas entranhas queimadas ainda presas a ele. Provavelmente foi também castrado. Finalmente, ele foi libertado do seu sofrimento inimaginável pela decapitação. Seu corpo foi esquartejado, os pedaços enviados para Newcastle-upon-Tyne, Berwick, Perth e Stirling. Sua cabeça foi colocada em um pique na Ponte de Londres para que todos a vissem, como advertência para outros possíveis traidores.
As crenças de William Wallace são claras no que alguns dizem que era seu verso favorito, originalmente em latim:
Liberdade é a melhor de todas as coisas a ser conquistada, a verdade lhe digo. Então nunca viva com os grilhões da escravidão, meu filho.
E então foi no dia 3 de agosto de 1304 que Sir John Mentieth capturou William Wallace em algum lugar perto de Glasgow. Infelizmente, Mentieth havia estado do lado da liberdade dos escoceses algum tempo antes, mas ficou ganancioso e sucumbiu a Edward I. Como recompensa, ele foi feito xerife de Dumbarton. Embora não haja indicação de que Wallace estava a caminho para encontrar The Bruce quando foi traído, o filme foi preciso ao retratar a traição por um de seus próprios conterrâneos.

Hoje podemos ver vários monumentos escoceses a seu herói: um no Castelo Edinburgh, a um lado da entrada (The Bruce ocupa o outro lado); um em Lanark, em um nicho acima da porta da atual igreja da paróquia de frente para a High Street, e o mais famoso, em Stirling, no National Wallace Monument. Wallace vive na imaginação da Escócia.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Oliver Twist


Oliver Twist é um romance de Charles Dickens que relata as aventuras e desventuras de um rapaz órfão. É um dos romances onde o autor trata do fenômeno da delinqüência provocada pelas condições precárias da sociedade inglesa da época .

O livro foi, por diversas vezes, adaptado ao cinema. Destaca-se a adaptação de David Lean de 1948, que também adaptou ao cinema o livro Grandes Esperanças e David Copperfield, também de Dickens, e a versão de Roman Polansky, lançada nos cinemas em 2005.

Charles Dickens, um dos escritores mais vendidos da literatura inglesa, soube, como nenhum outro, mostrar a realidade social da revolução industrial, principalmente sobre a vida das crianças pobres e órfãs.

Oliver Twist foi a primeira criança a ser protagonista de um livro, em 1838.

Um dos personagens do livro, o judeu Fagin, teve sua história paralela contada em quadrinhos por Will Eisner (criador do Spirit) em 2005

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Mulher de Bath

Contos da Canterbury, de Geofrey Chaucer é um dos clássicos mais importantes da literatura inglesa, narra a peregrinação de 31 viajantes para a Catedral de Canterbury para reverências no túmulo de São Tomas Becket, um dos santos mais importantes da Inglaterra. Para que a viagem não fique tão cansativa, cada viajante fica encarregado de narrar um conto (seriam 4 na versão inicial, mas o autor morreu antes de completar a obra).

Uma das personagens mais enigmáticas é a Mulher de Bath (Bath é uma cidade pertinho de Londres que ainda abriga banhos romanos, daí seu nome). Ela tem uma personalidade super forte, fora casada 5 vezes e questiona muitas coisas com relação à moralidade, muito avançada para sua época, visto que Chaucer morreu em 1400, talvez a mulher de Bath tenha sido a primeira personagem feminista da literatura.

Abaixo algumas de suas falas:

Sobre seus 5 casamentos:
“Quantos, afinal, ela podia desposar? Até hoje, pelo que eu saiba, ninguém definiu esse número. Por isso deixo que os outros façam as suas suposições e as suas interpretações; quanto a mim, o que sei é que Deus, expressamente e sem mentira, ordenou-nos claramente isto: “Crescei e multiplicai-vos!”. E esse texto gentil entendo muito bem.” (Os Contos de Cantuária (The Canterbury Tales). Geoffrey Chaucer; apresentação, tradução direta do médio inglês e notas de Paulo Vizioli. São Paulo: T. A. Queiroz, 1988, pág. 137).

Sobre a virgindade:
    “E onde ordenou Ele a virgindade? Sem dúvida, sei tão bem quanto vocês que quando o Apóstolo Paulo falou da virgindade, reconheceu não ter qualquer preceito sobre o assunto: pode-se aconselha-la às mulheres. Mas aconselhar não é o mesmo que ordenar.” (Os Contos de Cantuária (The Canterbury Tales). Geoffrey Chaucer; apresentação, tradução direta do médio inglês e notas de Paulo Vizioli. São Paulo: T. A. Queiroz, 1988, pág. 138).

Sobre os órgãos genitais:
  “Além disso, gostaria que me dissessem: qual a finalidade dos órgãos de reprodução? E por que foram formados desse modo tão engenhoso? Acreditem-me, se foram feitos, é lógico que foram feitos para alguma coisa! Digam o que quiserem, - como dizem mesmo por aí, - que servem para a excreção da urina, ou então para distinguir fêmea de macho e nada mais...não é o que dizem? A experiência, contudo, prova que não é bem assim. Espero que os doutos não se zanguem comigo, mas, na minha opinião, eles foram feitos para as duas coisas, isto é, para o serviço e para o prazer da procriação ( dentro do que a lei de Deus estabelece). Se não fosse assim, porque está escrito nos livros que o homem tem obrigação de pagar seu débito à mulher? E como poderia ele pagar seu débito, a não ser usando aquele seu instrumentinho engraçado?” (Os Contos de Cantuária (The Canterbury Tales). Geoffrey Chaucer; apresentação, tradução direta do médio inglês e notas de Paulo Vizioli. São Paulo: T. A. Queiroz, 1988, págs. 138-139)

Sobre sua infidelidade:
  “Também jurava que minhas saídas à noite eram para espionar os seus encontros amorosos (dos maridos); e, graças a essa desculpa, pude ter muitas alegrias. Pois esses talentos já nasceram conosco: Deus quis que as mentiras, as lágrimas e as intrigas fizessem parte da natureza da mulher, em todas as idades. Por isso, há uma coisa de que me orgulho muito: no fim das contas, eu sempre levava a melhor em tudo, de um jeito ou de outro, por esperteza ou à força, e sempre com resmungos e queixumes.” (Os Contos de Cantuária (The Canterbury Tales). Geoffrey Chaucer; apresentação, tradução direta do médio inglês e notas de Paulo Vizioli. São Paulo: T. A. Queiroz, 1988, págs. 143).


E, por fim, um discurso que poderia ser usado em Sex and the City
 “Que Jesus Cristo mande a nós também maridos dóceis, jovens e fogosos na cama...e a graça de podermos sobreviver a eles! E, por outro lado, encurte a vida dos homens que não se deixam dominar por suas mulheres, e que são velhos, ranzinzas e avarentos...para esses pestes, Deus, envie a peste!” (Os Contos de Cantuária (The Canterbury Tales). Geoffrey Chaucer; apresentação, tradução direta do médio inglês e notas de Paulo Vizioli. São Paulo: T. A. Queiroz, 1988, págs. 156).

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Orgulho e Preconceito - Jane Austen



O livro Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, título original), é a obra mais conhecida da escritora britânica Jane Austen. Publicado em 1813 e traduzido pela 1ª vez, para o português, em 1940 é reconhecido pela crítica como o segundo melhor livro de romance da literatura inglesa. Orgulho e Preconceito é considerado ainda, pela crítica, como a obra que abriu o período romancista moderno da literatura britânica, dando o mesmo título a sua autora que, inclusive se coloca no romance, como forma de mostrar de fato a sua inquietação com as regras da sociedade aristocrática da época, ao dar a uma das personagens o seu nome.

Trata-se, a narrativa, de uma saga social que perpassa as convenções da época, sobretudo do ponto de vista da mulher. É um romance que introduz os anseios nos novos modos de pensar a sociedade na perspectiva feminina e abre as portas para as mudanças necessárias e naturais que, mais cedo ou mais tarde, aconteceria, quisessem os conservadores e detentores de status social elevado ou não. Tais mudanças são baseadas nos anseios de independência e realização feminina em todos os sentidos. É de fato, uma narrativa que comunica a vontade da mulher daquele tempo de dar um basta as regras da sociedade que a tinha como um ser meramente ocupante de um pequeno espaço no seu meio, em detrimento dos muitos privilégios  e desejos masculinos e de classes. Orgulho e Preconceito inicia o movimento de emancipação da mulher da época ao propor personagens que não se curvam às convenções sociais da burguesia, mesmo diante da resistência.

Esse movimento de emancipação da mulher inglesa está caracterizado nas atitudes das mulheres da família Bennet, basta deter-se nos capítulos iniciais que detectar-se-á tal intento. A Sra. Bennet, por exemplo, quando sabe da chegada de um novo e rico morador toma a iniciativa de preparar uma visita ao mesmo. Claro, movida muito mais pelo interesse em casar as filhas com homens ricos do que pela vontade de tornar-se íntima do novo morador ou de dar-lhes as boas vindas. O costume da época era que o homem da casa fizesse a visita para depois as mulheres. A Sra. Bennet se antecipa e argumenta ao marido que é necessário o mesmo realizar a visita antes. Ela chega a ser grosseira com o esposo. Outro exemplo de emancipação feminina está na atitude de Lydia Bennet, irmã mais nova de Elizabeth, ao fugir com o jovem Wickham e não dar importância as consequências do ato. O exemplo maior realmente está em Elizabeth Bennet que, além de não permitir amordaçar-se as imposições comportamentais da burguesia inglesa, enfrenta o preconceito e o desdenho de Lady Catherine. O grande feito de Elizabeth, no sentido de emancipar a classe feminina, está em enfrentar o Sr. Darcy, personagem que representa a sociedade preconceituosa. Ela se impõe e enfrenta, de igual para igual, o preconceito e a arrogância de Darcy e da burguesia, a ponto de torná-lo menos preconceituoso e, um dia seu.

A dualidade e o constante embate entre o orgulho e o preconceito, sentimentos explicitamente perceptíveis nas relações e conversas dos personagens caracterizam bem o pano de fundo da época e os dois repulsantes lados da sociedade inglesa. De um lado a personagem Elizabeth, em quem, pressupõe-se, reside o orgulho, talvez não do ponto de vista do depreciativo, mas do defender-se da mesquinhez, e do outro o personagem Sr. Darcy, detentor do preconceito e, muito mais, do orgulho, por fazer parte de uma classe social alta. A começar pelo apelido dado a Elizabeth Bennet, carinhosamente chamada de Lizzy, percebe-se uma pouca existência do orgulho, sentimento que seria dedicado única e exclusivamente à mesma. Quanto ao Sr. Darcy, o mesmo tem um misto de preconceito e orgulho, a ponto de se recatar aos cantos em eventos repletos de convidados, e não somente o preconceito, como faz pensar a narrativa se lida superficialmente. De tão preconceituoso e orgulhoso chega a ser repugnante.

Outro aspecto relevante da narrativa são os personagens secundários que não deixam de completar a história, simplesmente pelo fato de serem secundários. Pelo contrário, eles se somam aos lados descritos nos personagens Elizabeth e Sr. Darcy para ampliarem a característica da burguesia inglesa da época. As demais irmãs de Lizzy, lindas e inteligentes como ela, são também um misto de inocência e devaneio, como o próprio pai, Sr. Bennet: “São tolas e ignorantes como as outras moças”. Ao contrário da irmã mais velha que se impõe perante qualquer desafio, elas são completamente submissas as vontades da mãe. Ao mesmo são curiosas e dispostas, principalmente quando se trata de um pretendente.

As srtas Bingley, aparecem menos do que as Bennets. Aparecem com freqüência somente no início e em outros momentos quase desaparecem. Mesmo assim fazem parte do lado burguês, por isso preconceituoso e são responsáveis por colocarem tal sentimento em evidência ao criticarem o comportamento livre das srtas Bennets, principalmente de Elizabeth, quando da vinda a casa do Sr. Bingley para visitar a irmã que ficara doente: “Parece-me evidenciar um conceito abominável de independência, uma indiferença…á mais elementar decência”.

O Sr. e a Sra. Bennet são totalmente contrários. Enquanto o Sr. Bennet representa a passividade e paciência de um esposo e o esforço de um pai de família que precisa sustentá-la, a Sra. Bennet representa o interesse em casar as filhas de forma que elas ganhem status social. Basta ler o parágrafo inicial da narrativa: “Trata-se de uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, dotado de uma fortuna, deve estar precisando de esposa”.

A narrativa segue com seu misto de orgulho e preconceito, arrogância e desdenho, sonhos e inocência, desejo de independência e emancipação, tudo dentro da perspectiva feminina. Os personagens principais, Sra. Elizabeth e Sr. Darcy, retratam a característica da sociedade da época marcada pelas convenções sociais impostas de cima para baixo. São as regras sociais de comportamento da classe dominante sendo impostas às classes menos favorecidas.

(Autor: Dalvan José de Sousa - Professor Graduado em Letras pela URCA e Pós-Graduado em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Inglesa pela Faculdade Vale do Salgado - FVS)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Portas da Percepção

A primeira vez que essa expressão apareceu foi nas palavras do poeta e pintor William Blake (1757-1827):

"Se as portas da percepção forem limpas, tudo apareceria ao homem como realmente é: infitino"

Tempos depois virou nome de banda: The Doors of Perception - logo depois apenas THE DOORS

e também o livro de Aldous Huxley, em que ele comenta suas experiências com drogas alucinógenas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Jornada Acabou - o Sonho não

Malas prontas, estou voltando para o Brasil após 31 dias de muita correria em busca da realização de um sonho de infância.
No saldo, mais do que positivo, tenho a dizer que foi uma experiência muito rica, aprendi muito mais sobre literatura inglesa nessa viagem do que em um mestrado ou algo semelhante, além de ter sido a melhor viagem que já fiz, e não foram poucas.
A comparação que faço para com o Brasil é apenas no sentido que o Brasil poderia seguir um caminho parecido, tem uma história muito rica, mas para que esta se perpetue é preciso a valorização do seu próprio povo,  o que acontece demais aqui na Grã-Bretanha, cada cidadão é um multiplicador de sua própria história.

Foi muito emocionante ver de perto pinturas e esculturas que só existiam nos meus livros da escola, pisar na faixa de pedestres de Abbey Road, sentir toda a magia de Stonehenge, estar perto de Shakespeare, enfim, tudo foi inesquecível.

Quem se sente tocado por esses valores, aconselho demais a vir também sentir tudo isso de perto, é uma terra maravilhosa para se visitar, achei o povo muito acolhedor e simpático. Morar não deve ser tão bom, pois não tem nem comparação com a vida de turista. Pretendo voltar mais vezes e conhecer outros lugares também.

Aproveito a reflexão dessa jornada para agradecer a três pessoas que foram muito importantes na minha formação e resignação para tudo isso: meu pai - que me mostrou os Beatles; minha mãe - que me colocou em um curso de inglês, numa época em que isso nem era tão comum ou fácil no Cariri; e minha esposa - que me ensinou a apertar o acelerador para viajar.

Espero ter, no mínimo, atiçado a curiosidade dos leitores e que outros também realizem os seus sonhos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Charles Darwin



Charles Darwin é mais conhecido na biologia, mas foi um escritor britânico também, e fez um grande rebuliço no mundo religioso com a sua teoria da evolução.

Esta estátua dele está no Museu de História Natural em Londres, um museu muito legal, muito interativo, levamos dois dias para ver digamos 80% dele.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Stratford-Upon-Avon - a terra de Shakespeare

Que cidadezinha minúscula, e tão bem organizada, linda demais, com banheiros públicos espalhados pelo centro, super limpos e grátis, inclusive com um aviso que se você encontrar alguma sujeira, contate a prefeitura.

Foi engraçado chegar 11:30h e perceber que a cidade só acorda meio dia.

A cidade tem muitos velhinhos, todos simpáticos, e um parque lindo, onde o canal Avon cruza a cidade.

E o mais importante, é a terra natal do maior escritor de todos os tempos, William Shakespeare - precisa falar mais nada, não é mesmo?

A cidade oferece tours pelos pontos turísticos do escritor, mas preferi fazer a meu modo, e fui na casa onde ele nasceu, no teatro e no túmulo, dá pra fazer tudo a pé admirando o visual. A cidade deve ter mais teatros que o Estado do Ceará.

Shakespeare nasceu e viveu até casar em Stratford, depois mudou-se para Londres, e voltou ao se aposentar, morrendo por lá - alguns dizem de alcoolismo, outros de cancer.
No túmulo de Shakespeare, nessa plaquinha preta está dizendo tipo "abençoado quem cuida deste túmulo, e amaldiçoado seja quem remover esses ossos" - foi por medo disso que seus restos mortais não foram levados para a Abadia de Westminster, onde há uma sala monumento para ele e outros escritores. Alguns também dizem que foi o próprio Shakespeare quem pediu para colocar isso no túmulo, outros dizem que foram pessoas da cidade mesmo, para que ele continuasse sepultado na Igreja da Santíssima Trindade, em Stratford.

Foi um dos pontos mais emocionantes da viagem, de Shakespeare não é preciso falar muito.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Stonehenge

Foi emocionante após cerca de 1h e meia de viagem, ver aparecer de repente todo imponente o círculo de pedras mais famoso do mundo, localizado na planície da cidade de Salisbury-Inglaterra.

Não se sabe ao certo porque ele foi construído e reconstruído por várias civilizações no decorrer de mais ou menos 5 mil anos, é um grande mistério, se ele era simplesmente um monumento em louvor de algum deus, um cemitério, um lugar de culto religioso ou medicinal, um calendário (funciona, ele prevê as estações do ano), um aeroporto para naves espaciais ou algo além da imaginação.

Stonehenge exerce um grande fascínio também na literatura e cinema, várias obras o citam ou o mostram, como é o caso do filme AS BRUMAS DE AVALON ou do livro de Thomas Hardy, Tess of the d'Urbervilles.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mistake´s Day

Foi como eu batizei o começo do dia hoje:

Acordamos as 6:30h para irmos para Stonehenge, como demos uma de brasileiros e não agendamos ou compramos antecipado, já estava lotado e ficou para segunda feira.

Sem Destino então, fomos tomar um café e pensar o que fazer (mas não falta), então fomos até St. Mary´s Church, a igreja onde foi filmado o filme CODIGO DA VINCI, estava fechada... tinha uma placa lá dizendo que ela não abre durante agosto e setembro (???).

Estava tudo tão estranho que fez até calor, o dia mais quente até então, cheguei até a suar na caminhada, mas nada comparado ao que acontece no Cariri.

Brincamos com a situação e Murphy foi "aperrear" outro, e aí então tudo começou a dar certo.

Teatro Globo

Um dos lugares que mais queria visitar era o Teatro Globo, pena que não deu para ver nenhuma peça. Mas há uma tour pelo teatro, com explicações e tudo o mais, pena que não pode tirar foto.

Globe Theatre ou The Globe é um teatro inglês construído em 1599 e destruído em 1613 por um incêndio, sendo reconstruído em 1614 e fechado em 1642.

 

O Globe original

O Globe original foi construído em 1599 por Peter Streete na época elisabetana, no borough de Southwark, numa área chamada Bankside, próxima ao rio Tâmisa, com as estruturas do primeiro teatro inglês – The Theatre -, erguido em 1576 pelo ator James Burbage e demolido em 1598 depois de ter sua licença cassada.
William Shakespeare tornou-se um de seus sócios, transformando-o em arena para as representações de peças como Hamlet e Rei Lear. Fechado em 1642, após a vitória dos puritanos liderados por Oliver Cromwell na Guerra Civil Inglesa (1642-1649), o teatro seria reconstruído e reinaugurado em 1996. A reconstituição das características originais do Globe foi possível graças a pesquisas arqueológicas que em 1989 descobriram suas fundações e as ruínas do Rose Theatre, construção da mesma época.

Em Busca do Assassino de Whitechapel

Jack, o Estripador (em inglês: Jack the Ripper) foi o pseudônimo dado a um assassino em série não-identificado que agiu no distrito de Whitechapel em Londres na segunda metade de 1888. O nome foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres por alguém que se dizia o criminoso.
Suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida como prostitutas. Duas delas tiveram a garganta cortada e o corpo mutilado. Teorias sugerem que, para não provocar barulho, as vítimas eram primeiro estranguladas, o que talvez explique a falta de sangue nos locais dos crimes. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou oficiais da época a acreditarem que o assassino possuía conhecimentos anatômicos ou cirúrgicos.[1]
Os jornais, cuja circulação crescia consideravelmente durante aquela época,[2] deram ampla cobertura ao caso, devido à natureza selvagem dos crimes e ao fracasso da polícia em efetuar a captura do criminoso — que tornou-se notório justamente por conseguir escapar impune.[3][4]
Devido ao mistério em torno do assassino nunca ter sido desvendado, as lendas envolvendo seus crimes tornaram-se um emaranhado complexo de pesquisas históricas genuínas, teorias conspiratórias e folclores duvidosos. Diversos autores, historiadores e detetives amadores apresentaram hipóteses acerca da identidade do assassino e de suas vítimas.

Fomos a Whitechapel em busca de conhecer melhor o local onde Jack fez sua fama, mas é muito difícil encontrar algo concreto sem assessoria e sobre um assunto tão polêmico quanto proibido aqui na Inglaterra.

Jack foi um personagem importante em mostrar as feridas existentes no grande país imperialista que se mostrava como um lugar apenas de prosperidade, foi Jack que mostrou ao mundo a existência de miséria e prostituição no país da Rainha Vitória, que acabara de inventar os costumes que fariam famosos o povo inglês: a pontualidade, a pomposidade, e também o surgimento na época dos primeiros tablóides sensasionalistas de fofoca.

Jack também foi importante no surgimento da polícia investigativa, pois foi o primeiro serial killer documentado na história.

Hoje o bairro ostenta uma Galeria de Arte Moderna, mas ainda é um bairro mal-visto, com muitos imigrantes morando, em particular pessoas de Bangladesh.

Não encontramos nada muito concreto sobre Jack - the ripper, mas encontramos essa vítima de outro Jack, o Jack Daniels.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Castelo de Stirling - Escocia


O Stirling Castle (Castelo de Stirling) é um castelo localizado em Stirling, na Escócia. Situa-se acima da cidade velha, na Castle Hill (Colina do Castelo), um monte íngreme de origem vulcânica que faz parte da formação geológica Stirling Sill. Em posição dominante no topo do maciço rochoso e cercado por três lados por escarpas íngremes, o que lhe confere uma forte posição defensiva, é considerado um dos maiores e mais expressivos castelos do país, tanto pela sua arquitectura como pela sua história.
Em consequência da sua localização estratégica nas margens do Rio Forth, guardando aquela que foi, até à década de 1930, a travessia mais a jusante do rio, o castelo desempenhou um importante papel na História da Escócia desde os primeiros tempos, tendo sido sitiado e atacado pelo menos 16 vezes. Das suas muralhas descortinam-se as planícies envolventes, onde se travaram três batalhas que decidiram os destinos do reino (além duma quarta disputada alguns quilómetros mais a norte), como:

Entre cerca do ano 1100 e 1685, o Stirling Castle foi uma das principais residências dos reis e rainhas escoceses e local de reunião da Corte. A partir daí e até 1964 foi quartel-general dos regimentos das Argyll e Sutherland Highlanders.
A maior parte dos edifícios do Castelo de Stirling datam do período compreendido entre 1496 e 1583, quando o complexo foi significativamente ampliado por três reis: Jaime IV, Jaime V e Jaime VI, assim como pela Rainha Maria de Guise, esposa de Jaime V e mãe de Maria Stuart. Restam poucas estruturas do século XIV, enquanto as defesas exteriores voltadas para a cidade remontam ao início do século XVIII.

William Wallace

Lá ao fundo o monumento/memorial de Wallace, não deu pra ir desta vez



É o maior herói escocês, ficou conhecido como BraveHeart - aquele mesmo do filme de Mel Gibson, Coração Valente, os escoceses aqui não gostaram muito do filme, existem livros e dvds com letras enormes dizendo A VERDADEIRA HISTORIA, segundo o motorista da tour q fizemos, ele nem pintava a cara e nem houve a love story do filme.

Robert Bruce


Robert Bruce VII foi um dos mais famosos e corajosos guerreiros de sua geração. Comandou os escoceses durante as Guerras de Independência Escocesa contra o domínio esmagador da Inglaterra. Reivindicou o trono na qualidade de descendente (sexta geração) de Davi I da Escócia. Era o segundo conde de Carrick, para se distinguir do pai e do avô, que tinham o mesmo nome; ele é frequentemente referido como Robert Bruce VII, já que todos os primogênitos tinham o nome de "Robert". No fim da vida, doente, refugiou-se no castelo de Cardoss, na margem norte do Firth of Clyde. Era neto de Robert Brus V "o Nobre" ou "o Velho Pretendente" que, em 1286, quando morreu Alexandre III, tinha sido pretendente ao trono contra Balliol e contra os Comyn, poderosa família da época, que controlava grande parte da administração escocesa na corte.
Primogênito, foi o sétimo senhor de Annandale e Rei da Escócia em 1306. Seu pai, também chamado Robert Bruce, conhecido como Robert Bruce VI (1253-1304), senhor de Annandale, cujas terras sua família comandava havia gerações, era também conde de Carrick por direito de sua esposa, com quem se casou em 1271 e era senhor do castelo de Turnberry também pelo direito da esposa. O Condado de Carrick, no sudoeste da Escócia, não existia com esse nome até 1186. Toda a região sudoeste da Escócia era denominada Galloway, e era povoada por descendentes dos Pictos, possuindo um governo próprio (um rei ou sub-rei). Em 1186, para resolver um problema de herança e sucessão, Galloway foi amputado para que surgisse o condado de Carrick.
A juventude do futuro rei foi igual àquelas que são ensinadas aos jovens nobres e cavaleiros. Conviveu com as duas culturas reinantes naquela época: a gaélica, já que sua mãe descendia desse povo e as terras de Carrick eram gaélicas havia gerações, e com a anglo-normanda, que, vinda da Inglaterra, influenciava a Escócia. As duas casas reais tinham um longo passado de parentesco e a Escócia era vista como a irmã pobre da ilha, mais atrasada e rural do que a Inglaterra. Robert com certeza viajava muito com o pai entre as terras e castelos da família, Lochmaben em Annandale e Turnberry e Loch Doon em Carrick, passando temporadas nas terras inglesas, o que era comum, pois muitos lordes possuíam terras na nação vizinha. Robert também frequentou a corte de Eduardo I desde muito jovem por influência do pai, e jurou fidelidade ao rei inglês em 1296 enquanto conde de Carrick pois era costume no sistema feudal. Além disso, ele combatia o clã dos Balliol, que competiam com os Bruces pelo trono. Renovou o voto de homenagem mais tarde em Carlisle. Muito provavelmente era letrado e falava o latim, língua da igreja católica, o francês, falado constantemente na Inglaterra, e o gaélico escocês. Devia ser treinado nas artes cavalheirescas, na espada e na luta corporal.
Os Bruces são um interessante anacronismo. Eles absorveram aspectos de diferentes culturas, em especial da gaélica, de onde Robert tinha ascendência até seis gerações. Havia algumas similaridades entre a vida gaélica e a anglo-normanda que muito certamente definiram o jeito de ser do futuro rei: ambas toleravam certa violência e as duas davam grande valor à lealdade aos seus senhores e à sua identidade.

sábado, 3 de setembro de 2011

Castelo de Edinburgo



Realmente a Escócia é um lugar muito, muito lindo mesmo, a gente vive tropeçando porque ninguem olha pro chão mesmo, só para o horizonte e para cima, é cada paisagem, são prédios, castelos, montanhas, tudo feito com muito capricho, parece até que os homens quiseram mesmo competir com Deus por aqui.

O castelo de Edinburgo, a Fortaleza da cidade, que dá pra ver de toda a cidade, é o principal cartão postal da cidade,  inclusive, hoje haverá show do Brian Ferry na entrada do castelo, e domingo o final do festival inernacional de Edinburgo, com 45min de fogos de artifício, iremos acompanhar na parte de baixo da cidade, em um dos parques lindos que existem.

Embaixo uma foto em um deles, que fica na outra parte alta da cidade, chamado Calton Hill